Sexta rolou o último debate na TV entre os candidatos a prefeito.
Aqui, o mediador foi um gaúcho, contratado por uma empresa carioca que fica baseado em Brasília. Fiz-me a pergunta se não existe um jornalista regional para cumprir tal missão. É algo estranho. Trazer alguém de fora para mediar um debate regional pareceu forte. A transmissora da Globo aqui pertence à família real Magalhães, que sofreu derrota no primeiro turno. Essa é uma boa teoria para ninguém local entrar em cena...
Disputa acirrada e baixarias na TV. O principal era mostrar quem estava mais abraçado com o Lula. Aliás, essa foi uma das palavras mais repetidas. Bolsa-Família veio logo atrás. O João Henrique (PMDB) falou 4 vezes DEUS nos primeiro minuto de fala. Depois deixou o Cara em paz.
Foram trocas constantes de acusações, independendo bastante do tema proposta, os assuntos repetiam-se. O João Henrique parecia bem mais tranquilo. Apesar de não responder metade das perguntas. Desviava do assunto, falava outras coisas. O Pinheiro (PT) parecia bastante nervoso. Ainda mais quando o João, virou para ele, apontou o dedo e chamou-o 3 vezes seguidas de cara-de-pau. Depois dali descambou a baixaria.
Não cheguei a assistir o debate inteiro, achei melhor dormir, mas enquanto asssiti, a palavra indústria não foi usada uma única vez. Educação muito pouco. Turismo nenhuma. Ficou um marasmo entre abraços ao Lula, ações sociais, etc.
Vamos ver o que as urnas hoje dizem...
domingo, 26 de outubro de 2008
domingo, 28 de setembro de 2008
Passeio na Barra
Após um bom tempo aqui em Salvador, resolvi dar uma volta pela praia da Barra.
Desci próximo ao Corredor da Vitória e fui descendo a Ladeira da Barra. Umas mistura de prédios de luxo com palacetes coloniais, e residências antigas de qualidade média.
Sendo uma rua que liga bairros turístico-comerciais ladeando zonas residencias, o pequeno
comércio floresce. Não demorei 100m para tomar uma porrada no cérebro. Mesmo sendo um restaurante com a chancela VISA, não fugiu à falta de leitura/conhecimento dos donos...
Até tolero quando falo com porteiro/empregada as falhas no portugês, agora comercialmente isso fica complicado...
Mais algumas centenas de metros chego no Yacht Club de Salvador. A vista da Baía de Todos os
Santos é esplêndida. Uma imensidão de água, onde até navios ficam pequenos. Os navios que eu via no Rio Guaíba eram menores, mas pareciam muito maiores... Nos tempos coloniais, se caçavam baleias dentro da Baía. Não havia a necessidade nem de aventurar-se por mar aberto.
Apesar de ser uma rua estreita, no sábado a tarde o movimento não incomodava quem anadav por ali a pé. Observa-se pessoas voltando da praia, indo em direção à praia, correndo, andando de bicicleta em paralelo a ônibus e carros que sobem e descem a lomba.
No pé da colina chega-se à praia em sí. Bares, restaurantes, pousadas, cyber cafes, etc apinham-se numa das áreas mais turísticas de nosso país. Foi nessa praia que D. Tomé de Souza chegou em 1549 para fundar o que seria capital político-econômico-social da colônia. Onde tudo começou. Tão importante, a área não podia ficar desguarnecida. Nada menos que 3 fortificações se encontram em menos de 1km.
Até tolero quando falo com porteiro/empregada as falhas no portugês, agora comercialmente isso fica complicado...
Mais algumas centenas de metros chego no Yacht Club de Salvador. A vista da Baía de Todos os
Santos é esplêndida. Uma imensidão de água, onde até navios ficam pequenos. Os navios que eu via no Rio Guaíba eram menores, mas pareciam muito maiores... Nos tempos coloniais, se caçavam baleias dentro da Baía. Não havia a necessidade nem de aventurar-se por mar aberto.
Apesar de ser uma rua estreita, no sábado a tarde o movimento não incomodava quem anadav por ali a pé. Observa-se pessoas voltando da praia, indo em direção à praia, correndo, andando de bicicleta em paralelo a ônibus e carros que sobem e descem a lomba.
No pé da colina chega-se à praia em sí. Bares, restaurantes, pousadas, cyber cafes, etc apinham-se numa das áreas mais turísticas de nosso país. Foi nessa praia que D. Tomé de Souza chegou em 1549 para fundar o que seria capital político-econômico-social da colônia. Onde tudo começou. Tão importante, a área não podia ficar desguarnecida. Nada menos que 3 fortificações se encontram em menos de 1km.
Turistas misturam-se aos soteropolitanos para curtir uma praia geograficamente belíssima. Farofada à beira-mar, pessoas nadando em águas calmas. Mesmo sendo umas das melhores praias de Salvador, apenas classe baixa freqüenta durante os finais de semana. O calçadão está sendo reformado, mas a sujeira e o cheiro de urina é forte, mesmo à beira-mar. Lixeiras são
poucas espalhadas pela cidade. Mesmo em lugares de alta circulação como ali, poucos pontos de coleta de lixo. O que ocasiona que as pessoas jogam as coisas no chão. Ou dentro do mar. Côcos, garrafas plásticas boiam por entre as pedras.
Agora em época de eleição, a cada minuto passava um carro de som com propaganda de candidato. Permitido provavelmente é por aqui, mas que incomoda incomoda. E bastante. Esse era o tipo de propaganda que tinha em Torres em tempos de adolescência. Uma frase que sempre vem à mente nesses episódios é: "É o Kekê Karaokê no Bugaboo".
É um tipo de propaganda que realmente incomoda. Pergunta aos amigos publicitários: Isso faz efeito para que as pessoas votem no candidato ou visitem a loja? Pra mim, o efeito é contrário...
Agora em época de eleição, a cada minuto passava um carro de som com propaganda de candidato. Permitido provavelmente é por aqui, mas que incomoda incomoda. E bastante. Esse era o tipo de propaganda que tinha em Torres em tempos de adolescência. Uma frase que sempre vem à mente nesses episódios é: "É o Kekê Karaokê no Bugaboo".
É um tipo de propaganda que realmente incomoda. Pergunta aos amigos publicitários: Isso faz efeito para que as pessoas votem no candidato ou visitem a loja? Pra mim, o efeito é contrário...
domingo, 21 de setembro de 2008
Moda ou Saúde
Hoje rolou aqui em Salvador a Meia-Maratona de Revezamento Braskem. Creio ser a corrida de rua mais badlada de Salvador. Em todos os sentidos, começando pelo percurso. Sai do Farol da Barra até Ondina e volta. Para quem não faz idéia, é ida e volta do circuito do Carnaval.
A Organização é impecável: camiseta, postos de hidratação, logística... tudo perfeito. Bancado pela Braskem Petroquímica. Em termos de marketing propriamente dito, deve resultar poucos benefícios comerciais para a empresa. Mas essa tem um elo muito forte com Salvador. A maior peroquímica brasileira, com cientes globais. Marca presença principalmente por essa conexão. Ás pessoas que gostam de dizer que o petróleo destroi o planeta, ela tenta agregar saúde a funcionários e pessoas comuns, como eu.
Salvador tem corridas de rua ao longo. Maiores, menores, melhores, piores. Mas essa é o ponto culminante do ano. Há todos os tipos de corredores: os que estão em todas, os correm algumas, os que correm a Braskem. Pela badalaçao. Além dos corredores, há os parentes, amigos, namoradas(os) que vão contribuir com a badalação.
E durante a corrida vê-se os mais pitorescos tipos de corredores:
- Os kenianos de uniforme preto da Adidas. Não se pode negar a qualidade deles nas corridas de fundo. Mas para quem pensa que são atletas de físico forte, a impressão que dá é que se eles pularem de um barranco quebram as pernas; de tão gambitos. Se os alemães chamam as McLaren de Silber Pfeile, bem que esses poderiam ser chamados de Black Arrows.
- Os que correm sempre. Sabem o ritmo, tem o tênis já gasto...
- Os que foram puxados pelos amigos para correr. Muitos caminham um pedaço da corrida, por não saberem o próprio ritmo e se matarem logo de início. Usam a camiseta da corrida ou qq outra.
- Os corredores da Braskem. O visual pe mais importante que a corrida. Roupa de marca, visual arrumado. Muitos começam a correr um mês antes, e pararam hoje até ano que vem.
É divertido.
Fora as coisas esdrúxulas, as pessoas estão cada vez mais notando que precisam praticar esportes. Exercício é coisa de 2 gerações atrás. Quando realmente se batia o bomo (hoje é ele batido pela batedeira), não havia elevador, etc.
No Colégio Militar e CFR as corridas ( e a Educação Física) me eram as coisas mais abomináveis da grade curricalar, pior ainda que Literatura. Hoje a prática de esportes para mim é a válvula de escape. Nada melhor que suar na beira do mar depois de um dia atribulado por um bando de cuzão que não quer fazer as coisas, e ainda fica brabo quando os cobramos para que entreguem o trabalho...
A Organização é impecável: camiseta, postos de hidratação, logística... tudo perfeito. Bancado pela Braskem Petroquímica. Em termos de marketing propriamente dito, deve resultar poucos benefícios comerciais para a empresa. Mas essa tem um elo muito forte com Salvador. A maior peroquímica brasileira, com cientes globais. Marca presença principalmente por essa conexão. Ás pessoas que gostam de dizer que o petróleo destroi o planeta, ela tenta agregar saúde a funcionários e pessoas comuns, como eu.
Salvador tem corridas de rua ao longo. Maiores, menores, melhores, piores. Mas essa é o ponto culminante do ano. Há todos os tipos de corredores: os que estão em todas, os correm algumas, os que correm a Braskem. Pela badalaçao. Além dos corredores, há os parentes, amigos, namoradas(os) que vão contribuir com a badalação.
E durante a corrida vê-se os mais pitorescos tipos de corredores:
- Os kenianos de uniforme preto da Adidas. Não se pode negar a qualidade deles nas corridas de fundo. Mas para quem pensa que são atletas de físico forte, a impressão que dá é que se eles pularem de um barranco quebram as pernas; de tão gambitos. Se os alemães chamam as McLaren de Silber Pfeile, bem que esses poderiam ser chamados de Black Arrows.
- Os que correm sempre. Sabem o ritmo, tem o tênis já gasto...
- Os que foram puxados pelos amigos para correr. Muitos caminham um pedaço da corrida, por não saberem o próprio ritmo e se matarem logo de início. Usam a camiseta da corrida ou qq outra.
- Os corredores da Braskem. O visual pe mais importante que a corrida. Roupa de marca, visual arrumado. Muitos começam a correr um mês antes, e pararam hoje até ano que vem.
É divertido.
Fora as coisas esdrúxulas, as pessoas estão cada vez mais notando que precisam praticar esportes. Exercício é coisa de 2 gerações atrás. Quando realmente se batia o bomo (hoje é ele batido pela batedeira), não havia elevador, etc.
No Colégio Militar e CFR as corridas ( e a Educação Física) me eram as coisas mais abomináveis da grade curricalar, pior ainda que Literatura. Hoje a prática de esportes para mim é a válvula de escape. Nada melhor que suar na beira do mar depois de um dia atribulado por um bando de cuzão que não quer fazer as coisas, e ainda fica brabo quando os cobramos para que entreguem o trabalho...
quinta-feira, 28 de agosto de 2008
1700km num final de semana
Seguindo as aventuras por terras tropicais, fomos para Barreiras. Um dos pólos agrícolas da Bahia e do Nordeste. 850km de Salvador. Acorda-se 5 da manhã, as coisas já estavam preparadas, entra-se no carro e pega-se estrada. Parecia que realmente íamos para uma aventura. Sanduíche, bolacha, água, CDs diversos. Saímos noite escura. Nem sinal do sol.
Sabia que a jornada longa. Pé embaixo desde o início. Saindo de Salvador a estrada é boa. Com o tempo a estrada mistura partes de tapete, com campos bombardeados. Logo que se abandona a região litorânea, começa mudança de paisagem. O verde e os coqueiros passam para uma cor mais pastel, dando lugar ao cerrado /caatinga. Não sei exatamente por onde passamos.
Sabia que a jornada longa. Pé embaixo desde o início. Saindo de Salvador a estrada é boa. Com o tempo a estrada mistura partes de tapete, com campos bombardeados. Logo que se abandona a região litorânea, começa mudança de paisagem. O verde e os coqueiros passam para uma cor mais pastel, dando lugar ao cerrado /caatinga. Não sei exatamente por onde passamos.
Observa-se no horizonte montanhas. Depois de Feira de Santana, a estrada fica uma reta quase infindável. Quilômetros de reta; perde-se no horizonte, por trás das elevações.
90% do tráfego era de caminhões; desses, 90% carreta e bitrem. Observa-se o transporte de cargas entre o litoral e o Centro-Oeste. Bonito de ver como havia caminhões e reboques novos. Nota-se que a economia está aquecida, e o pessoal está investindo. Nenhum momento sem ver caminhões. E aquela serra que estava longe já se aproxima.
Até a onde a vista alcance, o mesmo tipo de vegetação: baixa, muito densa, seca, e nada de vida animal ou plantação. Uma terra quase inerte. Vez por outra alguma casa ao longe, mas sempre de baixa renda. Casas sem luz, com cisternas. Cenas de Globo Reporter... As montanhas ficam para trás. E surgem novas no horizonte.
Ao longo da estrada apenas pequenos povoados. Invariavelmente o viajante é recebido e despedido com quebra-molas na BR. No máximo uma placa velha indicando a agressão. Nenhum pintado. Povoados de 300m, casas de um andar, porta e 1 ou 2 janelas. Chão batido. Nota-se que é uma fileira de casa em cada lado da estrada. Nada para trás. Algumas vendinhas, posto de gasolina, borracharia... serviços para o viajante.
E segue-se com pé embaixo. O tapete de excelente asfalto dá lugar repentinamente a terreno lunar. Mesmo caminhões baixam a velocidade e dançam pela pista fugindo dos buracos. Chega-se a segunda cadeia de montanha. Fica-se minutos atrás dos caminhões que lentamente sobem a serra. No sentido contrário, o freio acionado para descer lentamente. Cheiro de lona e embreagem no ar. Sobe-se a 20km/h. Estrada estreita e sinuosa, sem condições de ultrapassar.
Na metade do caminho, Lençóis. Nem pensar em uma parada. Parar só para abastecer.
Chegamos em Barreiras após 10h de estrada. Dos buracos, um grande eu não consegui desviar. Bati o assoalho do carro. Fiquei com medo de ter danificado. Não deu nada.
A cidade está crescendo bastante. Vê-se o comércio florescente.
Domingo, 6h06 da manhã pego a estrada de volta. Agora um pouco mais consciente do que vou encontrar pela frente. UM pouco menos de caminhões, carro um pouco mais leve e sem se perder em Feira de Santana. Apenas mais um buraco caio feio...
No final das contas, 2 pneus que já estavam gastos ficaram deformados e tiveram que ser trocados em Salvador. carro balançava todo. E refazer o balanceamento dos pneus que ficaram...
sábado, 28 de junho de 2008
São João em Amargosa
Época de São João no Nordeste. As pessoas se programam para ir ao interior. Movimentação semelhante ao Carnaval. Diversos destinos podem ser escolhidos dentro da Bahia.
Fomos com o Jalil e a Jane para Amargosa. 4 dias de feriadão. O auge seria o Forró do Piu Piu com o show do Asa de Águia. Para quem possa achar isso um tanto esdrúchulo, é uma programação que se inicia meses antes.
Saímos de Salvador as 5h da manhã. A estrada já estava cheia. Depois dizem que baiano é preguiçoso. Demoramos quase 2h para chegar em Feira de Santana, 100km de Salvador... Fomos chegar em Amargosa lá pelas 10 da manhã. 250km... Demos uma paradinha no caminho para tomar café; a dificuldade são as estradas mesmo.
Cidade do interior. Pequena mesmo. Chegamos na casa alugada, não tinha forro. Telha direto. Fui notando que as casas mais simples não tinham forro mesmo. Depois falando com meus colegas, eles disseram que era normal. Pra mim até garagem sempre teve forro. Dizem que é para ventilar melhor. Como não chega a esfriar, não há necessidade.
Fomos para o Piu Piu. Mega evento. Numa fazenda.Quando entrou Aviões do Forró a galera se alucinou! Inimaginável. Cantando junto...
Asa então nem se fala. Parecia Motorhead abrindo o show com Ace of Spades... Tenho que admitir que virei fã dos caras. Pelo menos tocam música, não rebolam...
Todas as noites rolava show de forró na praça. Na primeira noite, depois de acordar às 4h30, show de tarde, etc, foi cama e não ouvi nada. O Jalil e a Jane ainda acordaram no meio da noite pra ir ver Saia Rodada... Não vi saírem nem chegarem...
No dia seguinte fomos pra praça de noite. Vimos o início do show, licorzinho para esquentar (eu já tava de calça...), saindo fumaça da boca. Bom sentir um friozinho novamente. Isso existe por essas paragens!!! Estávamos a 400m de altitude.
Devido à variedade de combustíveis utilizada durante o dia, o sistema se perdeu e voltamos para casa. Os dois ficaram.
No último dia a Jane estava indignada que não tínhamos assistido nenhum dos shows de forró. Não se conformava com a nossa ida curta da véspera. Tínhamos que ir curtir o show e dançar forró. Até dançamos um pouquinho, e já era o suficiente...
Chegamos em Salvador na terça na hora do almoço. A cidade estava uma paz. Sem trânsito, súper trinaboa de ir. Minha rua estava um silêncio delicioso!
Festa que só se presencia por aqui.
Fomos com o Jalil e a Jane para Amargosa. 4 dias de feriadão. O auge seria o Forró do Piu Piu com o show do Asa de Águia. Para quem possa achar isso um tanto esdrúchulo, é uma programação que se inicia meses antes.
Saímos de Salvador as 5h da manhã. A estrada já estava cheia. Depois dizem que baiano é preguiçoso. Demoramos quase 2h para chegar em Feira de Santana, 100km de Salvador... Fomos chegar em Amargosa lá pelas 10 da manhã. 250km... Demos uma paradinha no caminho para tomar café; a dificuldade são as estradas mesmo.
Cidade do interior. Pequena mesmo. Chegamos na casa alugada, não tinha forro. Telha direto. Fui notando que as casas mais simples não tinham forro mesmo. Depois falando com meus colegas, eles disseram que era normal. Pra mim até garagem sempre teve forro. Dizem que é para ventilar melhor. Como não chega a esfriar, não há necessidade.
Fomos para o Piu Piu. Mega evento. Numa fazenda.Quando entrou Aviões do Forró a galera se alucinou! Inimaginável. Cantando junto...
Asa então nem se fala. Parecia Motorhead abrindo o show com Ace of Spades... Tenho que admitir que virei fã dos caras. Pelo menos tocam música, não rebolam...
Todas as noites rolava show de forró na praça. Na primeira noite, depois de acordar às 4h30, show de tarde, etc, foi cama e não ouvi nada. O Jalil e a Jane ainda acordaram no meio da noite pra ir ver Saia Rodada... Não vi saírem nem chegarem...
No dia seguinte fomos pra praça de noite. Vimos o início do show, licorzinho para esquentar (eu já tava de calça...), saindo fumaça da boca. Bom sentir um friozinho novamente. Isso existe por essas paragens!!! Estávamos a 400m de altitude.
Devido à variedade de combustíveis utilizada durante o dia, o sistema se perdeu e voltamos para casa. Os dois ficaram.
No último dia a Jane estava indignada que não tínhamos assistido nenhum dos shows de forró. Não se conformava com a nossa ida curta da véspera. Tínhamos que ir curtir o show e dançar forró. Até dançamos um pouquinho, e já era o suficiente...
Chegamos em Salvador na terça na hora do almoço. A cidade estava uma paz. Sem trânsito, súper trinaboa de ir. Minha rua estava um silêncio delicioso!
Festa que só se presencia por aqui.
sábado, 14 de junho de 2008
Quero comprar. Queres vender?
O capitalismo e o livre mercado se baseiam em que haja compradores e vendedores. Uns querem comprar, outros vender. O mundo vem de boa data nessa inércia. E tem funcionado. Ou quase.
O computador aqui em casa está um tanto lento e fui comprar mais memória RAM. Como informática não é ciência exata, apesar de ter sido iniciada por matemáticos, umas semanas atrás levei o chip de memória para comprar outra semelhante. Mostro pro cara o chip e ele me dá um equivalente. Básico. Sem erro. Volta duas frases no texto. Não é bem assim.
Comprei, cheguei em casa feliz da vida, não funcionou. Voltei pro shopping pra devolver. Fui em outras lojas, já escaldado. As outras lojas só trocavam em caso de defeito. Ou seja, se o rolasse incompatibilidade da placa com o meu computador azar o meu... Final do dia, eu sem a memória adicional.
Já que a delicadeza não funciona, vamos à força bruta. Levei o computador debaixo do braço hoje ao shopping.
-Memória RAM DDR 400.
-Temos 512.
-Beleza, quero testar antes de comprar.
-Cobramos R$ 20 pela instalação.
-Eu instalo.
Aí ela vai procurar.
- Não temos. Tem a 300MHz.
-Não funciona. Obrigado.
Próxima loja.
-Memória RAM DDR 400.
-Temos 512.
-Beleza, quero testar antes de comprar.
-Somente o técnico pode testar. E ele chega as 14h. (eram 11h aproximadamente)
-Eu instalo.
O vendedor foi, voltou, foi, voltou, pediu que eu colocasse o computador em outro balcão, etc. Aí vem o gerente e diz que a loja não permite que outra pessoa que não o técnico teste computadores.
-Eu instalo.
-Não podemos fazer. Norma da empresa...
-Não vou levar se, testar.
-Não podemos.
"Burro!!!!!".
Terceira loja.
-Memória RAM DDR 400.
-Temos 512.
-Beleza, quero testar antes de comprar.
-Não podemos instalar.
-Eu instalo.
Não entro nem no mérito da expressão corporal que me dizia ele fazer um favor para mim.
Chama outro, enrola, vai, enrola, volta...
-Onde vão testar?
Enrola, se faz de louco, enrola.
-Não temos como testar.
-Eu só levo depois de testar.
-Não temos com testar.
-Vão perder a venda?
-Não temos como testar.
O meu lado de comprador eu fiz. Se o outro lado capitalista não colabora, fica complicado.
Cheguei em casa, a Aline:
-Conseguiste?
-Consegui. Arrumei o carro, comprei os ingressos proPiu Piu, e consegui quase mandar 4 baianos à putaquepariu!
O computador aqui em casa está um tanto lento e fui comprar mais memória RAM. Como informática não é ciência exata, apesar de ter sido iniciada por matemáticos, umas semanas atrás levei o chip de memória para comprar outra semelhante. Mostro pro cara o chip e ele me dá um equivalente. Básico. Sem erro. Volta duas frases no texto. Não é bem assim.
Comprei, cheguei em casa feliz da vida, não funcionou. Voltei pro shopping pra devolver. Fui em outras lojas, já escaldado. As outras lojas só trocavam em caso de defeito. Ou seja, se o rolasse incompatibilidade da placa com o meu computador azar o meu... Final do dia, eu sem a memória adicional.
Já que a delicadeza não funciona, vamos à força bruta. Levei o computador debaixo do braço hoje ao shopping.
-Memória RAM DDR 400.
-Temos 512.
-Beleza, quero testar antes de comprar.
-Cobramos R$ 20 pela instalação.
-Eu instalo.
Aí ela vai procurar.
- Não temos. Tem a 300MHz.
-Não funciona. Obrigado.
Próxima loja.
-Memória RAM DDR 400.
-Temos 512.
-Beleza, quero testar antes de comprar.
-Somente o técnico pode testar. E ele chega as 14h. (eram 11h aproximadamente)
-Eu instalo.
O vendedor foi, voltou, foi, voltou, pediu que eu colocasse o computador em outro balcão, etc. Aí vem o gerente e diz que a loja não permite que outra pessoa que não o técnico teste computadores.
-Eu instalo.
-Não podemos fazer. Norma da empresa...
-Não vou levar se, testar.
-Não podemos.
"Burro!!!!!".
Terceira loja.
-Memória RAM DDR 400.
-Temos 512.
-Beleza, quero testar antes de comprar.
-Não podemos instalar.
-Eu instalo.
Não entro nem no mérito da expressão corporal que me dizia ele fazer um favor para mim.
Chama outro, enrola, vai, enrola, volta...
-Onde vão testar?
Enrola, se faz de louco, enrola.
-Não temos como testar.
-Eu só levo depois de testar.
-Não temos com testar.
-Vão perder a venda?
-Não temos como testar.
O meu lado de comprador eu fiz. Se o outro lado capitalista não colabora, fica complicado.
Cheguei em casa, a Aline:
-Conseguiste?
-Consegui. Arrumei o carro, comprei os ingressos proPiu Piu, e consegui quase mandar 4 baianos à putaquepariu!
sexta-feira, 13 de junho de 2008
Como escrever corretamente
Texto simples e bem escrito de dicas de como escrever em nossa língua. Muita gente deveria ler e lembrar.
1. Deve evitar ao máx. a utiliz. de abrev., etc.
2. É desnecessário fazer-se empregar de um estilo de escrita demasiadamente rebuscado. Tal prática advém de esmero excessivo que raia o exibicionismo narcisístico.
3. Anule aliterações altamente abusivas.
4. não esqueça as maiúsculas no inicio das frases.
5. Evite lugares-comuns como o diabo foge da cruz.
6. O uso de parêntesis (mesmo quando for relevante) é desnecessário.
7. Estrangeirismos estão out; palavras de origem portuguesa estão in.
8. Evite o emprego de gíria, mesmo que pareça nice, sacou??...então valeu!
9. Palavras de baixo calão, porra, podem transformar o seu texto numa merda.
10. Nunca generalize: generalizar é um erro em todas as situações.
11. Evite repetir a mesma palavra pois essa palavra vai ficar uma palavra repetitiva. A repetição da palavra vai fazer com que a palavra repetida desqualifique o texto onde a palavra se encontra repetida.
12. Não abuse das citações. Como costuma dizer um amigo meu: "Quem cita os outros não tem idéias próprias".
13. Frases incompletas podem causar
14. Não seja redundante, não é preciso dizer a mesma coisa de formas diferentes; isto é, basta mencionar cada argumento uma só vez, ou por outras palavras, não repita a mesma idéia várias vezes.
15. Seja mais ou menos específico.
16. Frases com apenas uma palavra? Jamais!
17. A voz passiva deve ser evitada.
18. Utilize a pontuação corretamente o ponto e a vírgula pois a frase poderá ficar sem sentido especialmente será que ninguém mais sabe utilizar o ponto de interrogação
19. Quem precisa de perguntas retóricas?
20. Conforme recomenda a A.G.O.P, nunca use siglas desconhecidas.
21. Exagerar é cem milhões de vezes pior do que a moderação.
22. Evite mesóclises. Repita comigo: "mesóclises: evitá-las-ei!"
23. Analogias na escrita são tão úteis quanto chifres numa galinha.
24. Não abuse das exclamações! Nunca!!! O seu texto fica horrível!!!!!
25. Evite frases exageradamente longas pois estas dificultam a compreensão da idéia nelas contida e, por conterem mais que uma idéia central, o que nem sempre torna o seu conteúdo acessível,forçam, desta forma, o pobre leitor a separá-la nos seus diversos componentes de forma a torná-las compreensíveis, o que não deveria ser, afinal de contas, parte do processo da leitura, hábito que devemos estimular através do uso de frases mais curtas.
26. Cuidado com a hortografia, para não estrupar a língúa portuguêza.
27. Seja incisivo e coerente, ou não.
28. Não fique escrevendo (nem falando) no gerúndio. Você vai estar deixando seu texto pobre e estar causando ambigüidade, com certeza você vai estar deixando o conteúdo esquisito, vai estar ficando com asensação de que as coisas ainda estão acontecendo. E como você vai estar lendo este texto, tenho certeza que você vai estar prestando atenção e vai estar repassando aos seus amigos, que vão estar entendendo e vão estar pensando em não estar falando desta maneira irritante.
29. Outra barbaridade que tu deves evitar chê, é usar muitas expressões que acabem por denunciar a região onde tu moras, carajo!..nada de mandar esse trem...vixi..entendeu bichinho?
30. Não permita que seu texto acabe por rimar, porque senão ninguém irá aguentar já que é insuportável o mesmo final escutar, o tempo todo sem parar.
1. Deve evitar ao máx. a utiliz. de abrev., etc.
2. É desnecessário fazer-se empregar de um estilo de escrita demasiadamente rebuscado. Tal prática advém de esmero excessivo que raia o exibicionismo narcisístico.
3. Anule aliterações altamente abusivas.
4. não esqueça as maiúsculas no inicio das frases.
5. Evite lugares-comuns como o diabo foge da cruz.
6. O uso de parêntesis (mesmo quando for relevante) é desnecessário.
7. Estrangeirismos estão out; palavras de origem portuguesa estão in.
8. Evite o emprego de gíria, mesmo que pareça nice, sacou??...então valeu!
9. Palavras de baixo calão, porra, podem transformar o seu texto numa merda.
10. Nunca generalize: generalizar é um erro em todas as situações.
11. Evite repetir a mesma palavra pois essa palavra vai ficar uma palavra repetitiva. A repetição da palavra vai fazer com que a palavra repetida desqualifique o texto onde a palavra se encontra repetida.
12. Não abuse das citações. Como costuma dizer um amigo meu: "Quem cita os outros não tem idéias próprias".
13. Frases incompletas podem causar
14. Não seja redundante, não é preciso dizer a mesma coisa de formas diferentes; isto é, basta mencionar cada argumento uma só vez, ou por outras palavras, não repita a mesma idéia várias vezes.
15. Seja mais ou menos específico.
16. Frases com apenas uma palavra? Jamais!
17. A voz passiva deve ser evitada.
18. Utilize a pontuação corretamente o ponto e a vírgula pois a frase poderá ficar sem sentido especialmente será que ninguém mais sabe utilizar o ponto de interrogação
19. Quem precisa de perguntas retóricas?
20. Conforme recomenda a A.G.O.P, nunca use siglas desconhecidas.
21. Exagerar é cem milhões de vezes pior do que a moderação.
22. Evite mesóclises. Repita comigo: "mesóclises: evitá-las-ei!"
23. Analogias na escrita são tão úteis quanto chifres numa galinha.
24. Não abuse das exclamações! Nunca!!! O seu texto fica horrível!!!!!
25. Evite frases exageradamente longas pois estas dificultam a compreensão da idéia nelas contida e, por conterem mais que uma idéia central, o que nem sempre torna o seu conteúdo acessível,forçam, desta forma, o pobre leitor a separá-la nos seus diversos componentes de forma a torná-las compreensíveis, o que não deveria ser, afinal de contas, parte do processo da leitura, hábito que devemos estimular através do uso de frases mais curtas.
26. Cuidado com a hortografia, para não estrupar a língúa portuguêza.
27. Seja incisivo e coerente, ou não.
28. Não fique escrevendo (nem falando) no gerúndio. Você vai estar deixando seu texto pobre e estar causando ambigüidade, com certeza você vai estar deixando o conteúdo esquisito, vai estar ficando com asensação de que as coisas ainda estão acontecendo. E como você vai estar lendo este texto, tenho certeza que você vai estar prestando atenção e vai estar repassando aos seus amigos, que vão estar entendendo e vão estar pensando em não estar falando desta maneira irritante.
29. Outra barbaridade que tu deves evitar chê, é usar muitas expressões que acabem por denunciar a região onde tu moras, carajo!..nada de mandar esse trem...vixi..entendeu bichinho?
30. Não permita que seu texto acabe por rimar, porque senão ninguém irá aguentar já que é insuportável o mesmo final escutar, o tempo todo sem parar.
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