quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Inspeção

Embarque de volta para o Brasil. Perdi meu cartão de embarque. Ainda bem que foi bem antes do embarque. Tirei outro.
No portão de embarque uma muvuca. UM monte de japa com malas maiores que o permitido. Não deixaram entrar.
Depois na fila um japinha tenta furar. Mandei de volta para o final. Fui passar no raio X, até os sapatos mandam tirar. Passo e apita. Tiro mais coisa dos bolsos ainda e segue apitando. Mostro os botões metálicos da calça. Vem um francesinho:
- Abre os braços.
No Brasil a gente passa detector de metal. Aqui vem o cara apalpando. Mostrou que meu cinto tinha metal. Mais alguns passos, outra inspeção. Não deixa passar água.
Tinha mais de 1h30 entre entrar e embarcar. Compro na loja um adaptador de tomada, o mesmo que comprei quando cheguei e deixei em Strasburgo... Aí não achava tomada na sala de embarque. Popokelvis, comprar o esquema pela segunda vez, e não conseguir usar por falta de tomada. Achei escondida atrás dos bancos. Conecta, e não liga. Vou noutra e nada. Só o que falta... Até que achei uma funcionando.
Estou aqui escrevendo, sentado, enquanto um monte de gente espera de pé na fila...

Retorno

Sexta depois do almoço pego a estrada em direção a Strasburgo. 371km conforme o Google pela frente. Fiz um caminho mais direto, sem passar por Frankfurt. Outra estrada em direção ao sul. Só que essa, estava com limite de velocidade de cabo a rabo. Só teve um trecho de poucos quilômetros que estava liberando o pedal. Um saco ter que andar 300km a 130 por hora. Enche o saco ficar cuidando o velocímetro...
Um desvio no meio do caminho para comprar mostarda. Tive que entrar em uma cidadezinha. Não tinha super nenhum na estrada. Em Colônia, não passei por mercado nenhum perto do hotel, e na França só mostarda francesa... Especiarias são importantes...
1000km percorridos, 13,2km/h na média, isso que o pé estava no fundo...
Da próxima vez pego um GPS com certeza...

Samba

Sempre há estereótipos a respeito de pessoas de certos países. O Brasil não escapa. Estava almoçando com o pessoal, até que uma alemã me pergunta se eu sabia sambar.
Bah! Nulo!!!
- Segundo brasileiro que não sabe sambar.
Como se isso fosse uma coisa atrelada à nacionalidade. Disse que era do sul, que samba não fazia muito parte da nossa cultura. Era coisa do Rio e nordeste. Ela disse que tinha uma amiga de infância, que era filha de alemão com leste, mas que tinha nascido no Brasil. Crescido um pouco no Brasil. Era fascinada como a amiga tinha tanta flexibilidade para dançar...
Logo depois larga mais uma:
- Deve haver níveis diferentes de não saber sambar. Mesmo não sabendo deve ser bem mais flexível que a gente...

Aventura 4

As demais movimentações em Colônia foram na boa. A primeira volta pro hotel foi seguir as placas em direção ao centro que cai no hotel. Nas idas até me passei num dos entroncamentos, mas logo depois tinha as placas indicando a fábrica. No fim, eu tava fazendo o trajeto em menos de 30min. Sem galho...
Mas com certeza o GPS teria valido a pena...

Aventura 3

Dia de trabalho. Acordo cedo, tomo café no hotel e 7h30 estou indo em direção à fábrica. Na dúvida, perguntei para um cara da recepção como vou para Merkenich. Mostrou no mapa: Segue por essa rua, dobra aqui e depois segue toda vida.
O tal seguir toda vida já estava me deixando confuso. Já tava na segunda vida e não vi as placas ou qualquer coisa que me sinalizasse a Ford. Parei num posto de gasolina, vantagem da língua. Estava no caminho certo. Segui um monte e nada. Posto de novo. Tinha me passado da entrada que, aliás, não tinha sinalização nenhuma... Caí numa rua que terminava dentro do rio. Algumas voltas e acho uma placa indicando estacionamento da Ford. Isso já eram mais de 8h30. Segui a placa e não achei estacionamento nenhum... E eu pensando novamente no GPS... Perguntei para um caminhoneiro. Até que achei o raio do estacionamento. Não importa qual seja, posso andar mais pela fábrica, mas pelo menos não ando mais de carro. Fui entrar, e o porteiro diz que o PD não era ali. Tinha que pegar a esquerda e na segunda sinaleira à direita. Estacionamento gigante, e lotado. Não tinha mais vaga nenhuma. Não tinha mais saco para nada. Deixei meio atravessado, num lugar que eu achava que não podia. Mas azar, já eram mais de 9 da manhã, fazia mais de 1h30 que eu tinha saído do hotel e tava dirigindo. E a polícia não passar por lá para multar...
Saí da Ford quase 7 da noite. Demolido. Estacionamento vazio, E não tava achando o carro. Mas esperança que não estava olhando no lugar certo. Até que achei. Beleza, não deu nada... Cheguei nele, bilhetinho da Administração da Fábrica: estacionamento indevido; da próxima a gente guincha as custas do funcionário... Ainda mais que tem placa da França... Pelo menos a barberagem não foi atribuída a brasileiro...

Aventura 2

Segunda etapa. Frankfurt – Colônia. A Ana me deu as barbadas para pegar a Autobahn, seguir as placas. Pé no fundo de novo. Corsinha bateu em 180km/h. Andava a 160 e a única coisa que indicava a velocidade era o ruído alto do motor. Fora isso, nada. Ouvindo uma rádio, interando-me das notícias.
Seguindo as placas rumo ao centro de Colônia. Cheguei na cidade com a luz da reserva acesa. Parei num posto e aproveitei para comprar um mapa. Estava perto. Era mais ou menos seguir a avenida. Primeiro problema: estava do lado errado. Andei, fiz o retorno e tal: pista interrompida. Desvio, anda, cai do outro lado do rio... Girei até conseguir voltar para o lado certo da cidade. Anda, procura, pega rua errada, quase atropelei um cara. Ele tava na faixa de segurança e eu concentrado em achar a rua passei direto. Tomei dedo. Espero que tenha sido isso, que não venha multa...
Dali a pouco, outra besteira e vou para o outro lado do rio...
Resumindo, 1h entre chegar na cidade e chegar no hotel. Cheguei quase 10 da noite. Mal falei com a Aline que tinha chegado bem e cama. Demolido. 500km e quase 2h andando perdido demolem qualquer um... Devia ter alugado o GPS...

Aventura 1

Fim de férias. Hora de voltar ao batente. Terça-feira meio-dia, peguei o carro para ir para Colônia trabalhar. Corsinha com placa da França. Até pensei em ver um GPS, mas como tinha tudo anotado, acabei deixando de lado.
Ia aproveitar e passar em Frankfurt para falar com a Ana. Tinha olhado no Google como seria, coordenadas copiadas e tal.. Saí da Hertz olhando as placas, cuidando o caminho para Karlsruhe. Língua estranha, sem saber o caminho e tal, ia devagar com os olhos em todas as placas que passavam. Que não eram poucas. Ia pela direita, devagar, o que às vezes gerava mudanças de faixa um tanto bruscas. Dali a pouco tomei um buzinaço dum francês, ao invés de pegar a esquerda tive que pegar a direita. Ao invés de ir para Alemanha, estava indo em direção ao coração da França. Beleza, não comecei bem... Ai era procurar um retorno. Que não são tão fáceis assim. Não rola uma rezinha básica... E as placas que apareciam eram todas para as cidades francesas. Eu me distanciando cada vez do meu caminho... Até que achei uma placa Karlsruhe. Beleza, rumo corrigido.
Entrando na Alemanha tudo facilita, a língua é tranqüila, entendo as coisas. Estrada sobre-sinalizada. É informação demais. Muita placa. Muitos cruzamentos sinalizados; chega a atrapalhar. Direção Frankfurt, cidade grande, não tem erro.
Pé no fundo. 140, 160 e cara passando sem stress. Sprinter a 140... Mas apesar de parecer algo insano, a civilidade é absurda. Todos, TODOS, os caminhões na direita, e 80-100km/h. No máximo um ultrapassando outro, por breve período e retornando para a faixa da direita. Ninguém a 100 por hora na esquerda. Ninguém colado, buzinando, dando sinal de luz. Ninguém atravessando a estrada, não tinha carroça, trator...
Quando o limite era 120, nem todos respeitavam, mas todos baixavam a velocidade. Chegava a ser chato. Placa de 100km/h e 300m depois outra placa liberando a velocidade. Obras e mais obras nas estradas. Pontes em construção, manutenção na estrada.
Chegando em Frankfurt, recomeça a aventura. Me passei da entrada. Peguei a seguinte, cai no centro da cidade. Na verdade eu nem devia entrar na cidade, o destino era zona metropolitana. Anda e tal, acho uma placa Bad Homburg. Beleza, me achei. Fui indo, passei pela cidade e não vi as indicações do endereço. Paro numa parada de ônibus para olhar o mapa. Tava no caminho. Grande vantagem era parar em posto de gasolina u alguém na rua e me entender sem problema. Pergunta e resposta sem galho. Mais algumas perguntas e voltas e chego na casa da Ana. 40min entre chegar em Frankfurt e chegar na Ana.
O GPS teria ajudado bastante...